Radio Corsa #36

Radio Corsa 36 no ar falando basicamente sobre o Giro d’Italia.

Eu (Cris da Rocha), Rafael Martino e Danilo Ricco comentamos o que já aconteceu no Giro d’Italia 2013, como a surpresa de ter Cadel Evans no top 5 e maior ainda a surpresa de ter Bradley Wiggins fora da prova. Comentários obviamente no mais irônico tom “Radio Corsa”. Neste meio tempo também demos os nossos palpites não solicitados sobre a Volta do Brasil e sobre o percurso olímpico de 2016.

Vincenzo Nibali - como Maglia Rosa do Giro d'Italia 2013

Vincenzo Nibali – como Maglia Rosa do Giro d’Italia 2013

Fica aqui, por escrito o agradecimento ao Marcos Kottwitz, ouvinte que recuperou um dos nossos programas perdidos. Os programas que ainda estão faltando são #9, #11 e especiais do Tour de France 2010 partes 3 e 4. Olhe nos seus HDs, iPods, iqqcoisas e se achar mande para nós.

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Multidisciplinariedade ciclística

Bom pessoal, aqui é o Danilo e como alguns de vocês sabem sou estudante de história. Como é de se imaginar curto escrever, então, naturalmente, também terei minha coluninha aqui no nosso querido Radio Corsa. Não vou usar um tema muito específico, mas tentarei ser o mais periódico possível, então vamos ao assunto de hoje.

Wiggins e Cavendish, ciclistas tiveram sucesso na pista e na estrada. (foto: Getty Images)

Wiggins e Cavendish, ciclistas tiveram sucesso na pista e na estrada. (foto: Getty Images)

Neste primeiro post, como o nome já diz, quero abordar o caráter multidisciplinar presente no ciclismo, isto é, como ciclistas conseguem sair do MTB e se dar bem na estrada e vice versa, entre outros exemplos.

Em primeiro lugar, abordemos os ciclistas de estrada, ou melhor, aqueles que não surgiram na estrada, mas sim em outras disciplinas. Talvez hoje o mais famoso caso de um grande ciclista não surgido na estrada seja o de Bradley Wiggins. O inglês, detentor de 7 medalhas olímpicas, despontou para o mundo como ciclista de pista, sendo um ótimo perseguidor. E não foi só ele que seguiu estes rumos, quase todos os ciclistas de origem britânica fizeram o mesmo, com uma das raras exceções sendo David Millar. Entre os ciclistas não britânicos que tiveram carreira igual podemos citar o italiano Elia Viviani, o holandês Theo Bos, o francês Sebastian Turgot e uma série de australianos que, com uma escola tipicamente britânica, fizeram isso aos montes e hoje contam com nomes como Matthew Goss, Mark Renshaw e Stuart O’Grady como exemplos dessa “importação” de ciclistas pista para estrada.

A pista, nos últimos anos, também tem começado a importar atletas de outras disciplinas do ciclismo, notadamente do BMX. Esta tendência começou quando inglês Jamie Staff, ao se ver próximo dos trinta anos de idade (sua carreira no BMX estava chegando ao fim) e, mesmo possuindo um campeonato mundial de BMX, não possuía nenhuma medalha, mudou-se para o ciclismo de pista. Na pista, Staff naturalmente se focou nas modalidades de Sprint, onde conseguiu ótimos resultados (incluindo o ouro nas Olimpíadas de 2008 no Sprint por Equipe) e, posteriormente, convenceu a estrela do BMX inglês Shanaze Reade a seguir uma carreira dual, entre o BMX e a pista. Durante esta carreira dual, Reade sagrou-se tri-campeã mundial de BMX e bi-mundial de pista, no Sprint por Equipes. Este método, posteriormente, foi seguido pela Holanda, que importou a bi-campeã mundial de BMX Willy Kanis e também Roy van der Berg, porém não alcançaram o mesmo sucesso que o projeto inglês.

Em se tratando de BMX, podemos dizer que tal modalidade tenha sido o maior celeiro de atletas de todo o ciclismo. Dele vieram Robbie McEwen, Sven Nys e Caroline Buchanan, para ficar só entre os mais bem sucedidos em suas disciplinas. Os dois últimos, por sinal, são mestres na multidisciplinariedade. Nys, além de ter começado no BMX e ter mudado para o Ciclocross (CX) aos 12 anos, também já representou a Bélgica em duas Olimpíadas no MTB além de já ter corrido em provas de estrada, inclusive a Paris-Roubaix em que participou três vezes. Já Buchanan, além de ter se sagrado campeã mundial na tomada de tempo no BMX em 2012, também foi campeã mundial de 4-Cross (4X) em 2009 e 2010, hoje ela treina para fazer o mesmo no downhill (DHI).

Caroline Buchanan no BMX

Caroline Buchanan no BMX

E falando de CX, a disciplina também é famosa por dar ao ciclismo ótimos atletas. Entre eles temos os irmão de Vlaeminck, Adri van der Poel e, mais recentemente, John Gradret, Lars Boom e Zdenek Stybar. A realidade é que CX e estrada sempre estiveram intimamente ligados, muitas vezes com o CX servindo de um ótimo treinamento durante os meses de inverno europeu. Do CX também veio o italiano Marco Aurélio Fontana, bronze nas Olimpíadas de 2012 no MTB Cross-Country (XCO).

Quanto ao MTB XCO, talvez nenhuma disciplina deu ao mundo do ciclismo de estrada tão bons ciclistas quanto ela. Os três maiores exemplos são, de longe, Cadel Evans, Michael Rasmussen e Ryder Hesjedal, três grandes ciclistas de grandes voltas. Porém, os exemplos não param por ai: Jean-Christophe Péraud, prata no MTB nas Olimpíadas de 2008, Peter Sagan, Fredrik Kessiakoff, Jakob Fuglsang, Yuri Trofimov e até o desconhecido Dario Cioni, quase todos eles com bons resultados nos currículo. O próprio MTB possui sua interdisciplinaridade interna, mas isto merece um texto próprio já que aborda algumas novidades que merecem atenção especial.

Cadel Evans no MTB

Cadel Evans no MTB

Por fim, mas não menos importante, não podemos deixar de citar a grande Marianne Vos, que é a multidisciplina em pessoa. Vos já correu (e foi campeã Mundial) na pista, no CX e na estrada e agora ruma para tentar ser também no XCO, ela só deverá deixar passar o título no BMX.

Como pudemos ver acima, o ciclismo é um esporte tão plural que ao praticar uma de suas disciplinas você está praticamente praticando todas as outras, pois a capacidade de se mover entre elas sempre é possível, sempre com a possibilidade de bons resultados.

Radio Corsa #35

Radio Corsa 35 no ar depois de várias tentativas de gravar!! Finalmente conseguimos.

Luca Paolini - Maglia Rosa Giro d'Italia 2013 (Terceira etapa)

Luca Paolini – Maglia Rosa Giro d’Italia 2013 (Terceira etapa)

Eu (Cris da Rocha) e Danilo Ricco fizemos um resumo da primavera ciclista (incluindo Cape Epic, MTB e Supercross) e um apanhado geral do Giro d’Italia, que começou no último sábado e está sendo liderado pelo italiano Luca Paolini (Katusha).

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Porque o caminho existe

Resolvi reviver a coluna que tinha que tinha no site Prólogo e na revista VO2, que por vários motivos foi descontinuada. Como gostava muito de escreve-la, a estou trazendo de volta, mas agora sem os compromissos de cumprir datas de fechamento de edição e outras coisas de revista impressa. Vamos ver se consigo ser editor de mim mesmo!

Finalmente chegou a primavera por aqui, em teoria, e nada melhor que unir passeios familiares a lugares bonitos e atraentes para pedalar. A primeira oportunidade seria uma viagem de final de semana. Nada longe de casa, assim posso abusar no equipamento. A dúvida era “levo a speed também, além das mountain bikes? Assim faço um pedal matinal antes de sair com a família?”. Domingo tem Paris-Roubaix, mas entre assistir televisão e pedalar, não fica dúvida, o pedal ganha.

Paris-Roubaix 2013 (Foto: Reuters)

Paris-Roubaix 2013 (Foto: Reuters)

Final de semana no lago Chiemsee, famoso pelas rotas de cicloturismo, hospedagem a preço bom, equipamento arrumado, família contente, tudo arranjado. Tudo? Quase tudo! Infelizmente já no começo da semana ficou claro que pedal não ia ser o ponto forte do feriado. Previsões entre tempo ruim e tempo péssimo! Decisão difícil, as bikes ficam em casa. Não tenho problemas em limpar as bikes, se as tiver usado, mas limpar sujeira de chuva no teto do carro e não pedalar nada, é demais!

Na verdade pensamos em cancelar a viagem, mas valia pelo tempo longe de casa e dos problemas, afinal, nem só de ciclismo e fotografia vive o homem. Então fomos tomar chuva no lago. Lado positivo … tem um? Tem! Iria ter tempo de assistir a Paris-Roubaix!

Comentando com minha esposa sobre os acidentes das clássicas do norte, como o do do belga Tom Boonen (Omega Pharma-Quickstep) este ano, ou do suíço Fabian Cancellara (Radio Shack) com fratura múltipla da clavícula no ano passado, veio uma pergunta interessante: “se é tão perigoso, porque eles aceitam correr?”. A primeira coisa que me veio a mente foi o comentário atribuído ao Francês pentacampeão do Tour de France, Bernard Hinault, que definiu estas provas como “um circo” e que não as corria por “não ser um palhaço”. Eu pessoalmente nunca vi confirmação desta citação, mas bate com o temperamento de Hinault.

O pensamento seguinte foi, porque nós mesmos fazemos isso? Porque acordamos de madrugada, sacrificamos horas com famílias e amigos nos final de semana, tentamos coexistir com carros em estradas e sofremos sobre nossos selins?

Eu realmente não sei porque. É algo “maior que nós mesmos”. Os alpinistas dizem que escalam “porque a montanha existe”. Nesta linha, poderíamos dizer então que pedalamos porque “o caminho existe”. Será que vale como justificativa? Acho que não, mas quem precisa de justificativa para pedalar? No final, entre “prestigio”, “estilo” e outras desculpas, não consegui explicar para minha esposa porque os corredores participam destas provas.

Nesta linha sobre porque pedalamos e o que passa em nossas cabeças enquanto o fazemos, estou terminando de ler um livro muito interessante e daqueles que se começa a ler sem parar. “The Rider” do ciclista e enxadrista holandês Tim Krabbé. Krabbé descreve quilômetro a quilômetro sua participação em uma prova amadora, com todos os pensamento e atitudes do decorrer da mesma. Vale a pena ser lido.

Voltando à Paris-Roubaix! Ano passado tivemos a vitória do belga Tom Boonen (Quickstep-Omega Farma) com um ataque a mais de 50 quilômetros da chegada, no melhor estilo Fabian Cancellara. E este ano tivemos a vitória de Cancellara em um sprint dentro do velódromo, no melhor estilo Tom Boonen. A impressão era claramente que tanto Cancellara quanto Sep Vanmarcke (Blanco) estavam tentando lembrar de provas de pista para saber como sprintar corretamente em um velódromo!

Como se fala ciclismo?

Olá, sou Leandro Bittar. Jornalista esportivo e há oito anos especializado em escrever e comentar ciclismo. Participo do podcast RadioCorsa e aceitei o convite para escrever uma coluna para o site do programa, já que quase nunca consigo encaixar nas gravações. Com toda a liberdade concedida, escolhi como tema para os textos (que devem ter periodicidade mensal) a linguagem do ciclismo. Daí o nome da coluna. A ideia é narrar aqui um pouco mais sobre os bastidores do jornalismo, as opiniões sobre as publicações, resenhas de livros e tudo o que envolve a informação sobre duas rodas. Porém, de outro ponto de vista.

Vincenzo Nibali (foto: Roberto Bettini)

Vincenzo Nibali (foto: Roberto Bettini)

A inspiração para a minha primeira coluna é um debate que eu tive com os amigos da Revista VO2, onde cresci jornalisticamente e com a qual ainda contribuo e continuo crescendo. Estávamos em dúvida sobre como pronunciar um nome de um ciclista e tenho certeza que você já passou por isso. Certamente, também, já se incomodou com algum narrador ou comentarista de TV, principalmente, aqui no Brasil inventando nomes quase irreconhecíveis. Relevem, essa é uma armadilha muito fácil de cair.

O debate na VO2 era se o italiano mais forte candidato ao título do Giro deste ano, que começa no dia 4/5, é Vincenzo Níbali ou Nibáli. Qual a sílaba mais tônica no sobrenome do Tubarão de Messina. A resposta é Níbali. Como ele mesmo diz no vídeo de apresentação da equipe Liquigas do ano passado.

Onde está a pegadinha nesta história? Para começar, Nibali é um italiano que hoje corre em uma equipe cazaque com bicicletas norte-americanas produzidas na Ásia. Junte isso ao fato de que assistimos o esporte por canais (via stream) de vários cantos do mundo: EUA, Inglaterra, França, Itália e até pelos canais belgas, muito bem batizados pelo Zaka, do Maglia Rosa, como língua do capeta.

Enfim, o ciclismo é um esporte globalizado, mas no qual cada um tem um sotaque e é muito difícil que todos pronunciem da mesma forma. Lembro bem de um exemplo do futebol (sim, esse jornalista gosta dos dois esportes e não entra nesta bobagem de falar mal do mais popular). Os franceses nunca se preocuparam com a pronúncia correta dos nossos craques. Era Ronaldô para lá. Rivaldô pra cá e até soa simpático. Por isso, não se incomodem muito em aportuguesar os nomes. Tenham em mente que Katusha só existe em inglês. Que em russo é Катюша e em muitos lugares se escreve Katyusha (e não faço ideia de como se fala). Assim, chamo de Kátuxa e pronto.

Claro, existem coisas que não podem ser inventadas. Lembro que assim que comecei acompanhar o ciclismo, eu chamava o Levi (tudo bem manter Leví, mas ele diz Livai) Leipheimer (Liprraimer) de Leifemer. Achava que era o certo. Nunca tinha ouvido ninguém pronunciar e inventei o que soava correto para mim. Não existia nem o áudio do Google para checar. Hoje, ciente do certo, tento seguir o padrão.

Temos também vícios muito comuns e que valem a pena usar este espaço para corrigir. A equipe que o Nibali competia é a “Líquigas”. Liquigás é a versão nacional da empresa de gás combustível, mas veja que aqui no Brasil tem acento. Lá não. Hoje o time chama-se Cannondale, que eu vou continuar chamando de Cánondêial, apesar de saber que lá fora fala-se Quennondêal e seu principal astro é o eslovaco Peter “Ságan”.

Pelo amor de Deus! É Miguel “Induráin” (grafia e pronúncia). Qualquer variação é uma invenção. A FDJ ajudou tornando-se uma sigla, mas Française des Jeux pronuncia-se “Francése de Jê”. Ponto. Por fim, não menos importante, o ex-campeão mundial chama-se Thor Hushovd. Os ingleses falam “Rúxovid”. Não acho que deveria varia mais do que isso. Na dúvida, sigam a voz do ciclismo Phil Liggett, que quase não pronuncia a letra d no final.

Resumo

O jornalismo brasileiro tende a copiar ao máximo a pronúncia dos nomes na forma original do idioma. Por isso, o Manchester (que eu cresci falando Manchéster) agora virou Mántchester. Voto por um meio termo, respeitando o que é popular no Brasil, como o espanhol Alberto Contador. Con-tá-dor. Na França é Contadô (quase sem o r) e o próprio Liggett, nossa referência, americaniza com Cóntador. Não vejo por que imitá-los.

E você? Quais são as pronúncias que mais lhe doem os ouvidos? Na dúvida, procure no Youtube os vídeos nos quais o próprio atleta ou time pronuncia seus próprios nomes. Só não invente! Também, seja educado com quem fala algo diferente de você. No máximo, dê um toque.

It’s all about the bike – Resenha

No catastrófico episódio onde perdemos os posts do último semestre por problemas técnicos, um dos textos perdidos foi uma resenha que escrevi sobre o livro “It’s all about the bike” de Robert Penn. Gostei tanto do livro que vale a pena re-escrever.

Its All About The Bike - Robert Penn (imagem: www.thebicycleacademy.org)

Its All About The Bike – Robert Penn (imagem: www.thebicycleacademy.org)

Robert Penn é um jornalista inglês e um ciclista aventureiro, que já pedalou em lugares interessantes nos quatro cantos do mundo e passou pelas situações mais inusitadas. O título em si é uma paródia o famoso livro de Lance Armstrong (“It’s not about the bike“), onde o ciclista conta sua história de recuperação do câncer. No livro, ao que me consta ainda sem tradução para português, nos conta a história da construção de sua bike “dos sonhos”! A última bike que vai montar!

O livro começa com a história social da bicicleta e sua influência nos movimentos sociais do final do século XIX. Depois, em cada capítulo, temos a construção ou compra de uma peça, a história do fabricante, colocando em contexto sua escolha e o desenvolvimento técnico da peça desde sua invenção.

A primeira parte é a construção do quadro, em aço, feito sob medida na Rourke Cicles na Inglaterra e a história continua com Penn viajando para Itália e Estados Unidos para comprar o guidão na Cinelli, câmbios na Campagnolo, a caixa de direção na Chris King, entre outros, e termina com as rodas feitas a mão por Steve “Gravy” Gravenites, um dos inventores do Mountain Bike, o que da direito a Penn descer o mítico Repack com Charlie Kelly e Joe Breezer, outros pais do esporte.

O destaque fica, no meu ponto de vista, para a evolução da bicicleta em geral, como a passagem da Draiseana para a Penny Farthing (aquela com a roda dianteira enorme) e finalmente para o formato que conhecemos e de como isso somente é possível com os desenvolvimentos tecnológicos, como a invenção da corrente que permitiu levar a transmissão para a roda traseira ou a própria invenção do pneu!

O texto em si é muito bem escrito, deixando a leitura muito agradável. É um daqueles livros que você começa a ler e não quer mais parar.

Radio Corsa #34

Radio Corsa 34 no ar e novamente, depois da mudança de host estamos repostando este podcast!!

Eu (Cris da Rocha), Rafael Martino e Bruno Victor Veiga finalmente conseguimos fazer a primeira gravação de 2013, a nova versão do Radio Corsa.

Oprah Winfreys e Lance Armstrong na entrevista onde o ciclista admitiu o uso de doping em suas vitórias ao Tour de France.

Falamos do começo da temporada, com os primeiros resultados, dos casos e papelões da UCI e da entrevista dada por Lance Armstrong a Oprah Winfrey, onde admitiu o uso de doping em suas 7 vitórias no Tour de France, recentemente caçadas pela UCI a pedido da USADA.

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Conheça o trabalho de Jason Smith de Friction Facts

Primeiro de tudo gente, não se esqueçam do post recem postado, se puderem nos ajudar seriamos felizes

 

Agora ao que eu ia escrever, uns tempos atras eu estava saracutiando pela internet e encontrei o site desse homem de Boulder, CO (provavelmente um dos lugares dos EUA com mais ciclistas, e até quem sabe, atletas amadores, numa região onde varias equipes ciclisticas americanas se baseiam inclusive) chamado Jason Smith e fiquei impressionado com seu trabalho, mas o que é que ele

Teste de corrente

faz demais?

Esse homem é um ex-competidor do XTERRA que assim como muitos ciclistas é paranoico com as vantagens que um novo equipamento pode lhe conceder, então dotado de 50 mil dolares do próprio bolso e um porão, montou seu proprio centro de testes para conjuntos de transmissão de bicicleta e então criou o site friction-facts.com.

Por anos o que temos no mercado são somente materiais comerciais “ceramica é melhor”, “o nosso é melhor”, “compre o novo Twin Reduction Drag Ultra Carbon System(tm)” e ninguem nunca disse quanto era melhor, mas agora graças a Jason finalmente temos acesso a essa informação livre dos departamentos de marketing dos fabricantes.

Em seus estudos fez algumas descobertas interessantes, como:

  • Variação de 3 Watts entre 2 marcas conhecidas de correntes
  • Economia de 1,5 Watt somente com a troca das catraquinhas do cambio traseiro
  • Diferença de 1 Watt entre 2 tipos de pedal
  • Uma gama de variação de 10 Watts entre diversas marcas de lubrificantes

Os testes são feitos com uma carga de 250W, o que seria um valor razoavel para um atleta amador ou um ciclista profissional protegido no pelotão, considerando que os grandes escaladores como Armstrong, Cunego, Basso tem em seus bons dias nos alpes algo como cerca de 750W. E tambem vale lembrar que quanto maior a potencia aplicada, maior sera o ganho, principios basicos de atrito que eu não vou me alongar explicando aqui (mesmo porque não sou professor nem qualificado pra isso =D, deixo essa parte pro Bruno e pro Cristiano). Outro estudo interessante e recente de Smith compara sistemas de transmissão de corrente(sem marchas) e de correias dentadas(sistema cada vez mais comum para bicicletas de uso urbano devido a baixa manutenção e por alguns ciclistas amadores) que pode ser visto com mais detalhes aqui mas no resumo da opera provou que mesmo requerendo muito menos manutenção, o sistema de correias perde 1W a mais do que o sistema de corrente, o que equivale a cerca de 34,6%

No site Friction Facts, Smith disponibiliza gratuitamente alguns relatorios dos seus testes, e vende relatorios mais completos, comparando marcas e modelos de produtos em si por valores entre 5 e 10 dolares, o que é uma bagatela perto do dinheiro e tempo gasto para fazer um teste desse. E agora para o pessoal sedento por performance ele tambem tem um super produto, por US$89,00 (US$20,00 a mais do que o produto original), uma corrente Dura-Ace (a com melhor resultado em seus testes) com um tratamento especial de limpeza e lubrificação que de acordo com o site da um ganho de 10W em relação a corrente original. O mesmo tratamento pode ser aplicado a uma corrente de qualquer marca que já seja sua por US$39,00.

Num mundo onde os fabricantes de qualquer produto cada vez mais negam informação ao consumidor, tratando-o realmente como alguem que não é digno de conhecer os produtos, o serviço do Friction Facts é absurdamente interessante portanto deveriamos é adquirir seus produtos para que novos estudos possam ser custeados.

Recuperando do desastre

Radio Corsa no ar!

Passadas as festas de final de ano, processo de recuperação do desastre. Mãos à obra!!!

Linkando aqui os podcasts de posts perdidos.

Se você tem algum audio antigo do Radio Corsa perdido no seu HD, algo anterior ao episódio 25, por favor nos avise!!! Seremos eternamente gratos!

Os outros posts, alguns poderemos re-escrever, outros, infelizmente, estao perdido. Mas vocês não perdem por esperar o Radio Corsa 2.0!

Radio Corsa #30

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Radio Corsa #31

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Radio Corsa #32

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Radio Corsa #33 – Parte 1

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Radio Corsa #33 – Parte 2

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Radio Corsa #33 – Parte 3

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