Renshaw “cabeceia para fora”

Este Tour está tendo algumas surpresas, não muito agradáveis. Primeiro a quantidade de tombos e ossos quebrados nos primeiros dias, depois o “desfalecimento” de Lance Armstrong na classificação geral.

A novidade do dia é a expulsão do Australiano Mark Renshaw (HTC-Columbia) da prova.

Renshaw para evitar ser tirado de posição enquanto embalava seu capitão, o britânico Mark Cavendish, afastou a cabeçadas seu oponente direto, Julian Dean (Garmin). Após o “ataque”, Renshaw jogou-se na frente de Tyler Farrar (Garmin), tendo olhado previamente para tras antes de mover-se.

Ele fez o que fez em nome de seu chefe e sua equipe para garantir a vitória de Cavendish (que possivelmente não estava nem ameaçada) e afetou bastante o resultado da etapa. Na melhor das hipóteses Farrar poderia ter chegado em segundo, tirando preciosos pontos de Petacchi (Lampre), agora líder da classificação por pontos.

A pergunta era “como punir a um embalador”?

Multa? A equipe pagaria de bom grado alguns milhares de Euros, estando a vitória de sua estrela garantida.

Ser colocado no final do pelotão? Para ele o próprio resultado não tem sentido algum, o que vale é a vitória do capitão.

Punir diretamente o capitão e ou a equipe, como beneficiários da ação? Eles não fizeram nada de errado.

A expulsão do atleta, por mais dura que seja, puni o mesmo, ele fez o que fez sozinho em benefício da equipe, ele é retirado da prova “sozinho” e prejudica a equipe (beneficiária da ação) que agora vai ter que embalar seus sprints de outra forma. Esperemos que mais limpa.

Por outro lado, com esta ação, a organização/direção do Tour terá que manter a linha “tolerância ZERO” para não cair em desgraça.