Radio Corsa – Entrevista – Raiza Goulão

Entre uma etapa e outra da Copa do Mundo conversamos com a ciclista Raiza Goulão, nossa representante feminina no circuito mundial de XCO.

Raiza Goulão

Raiza nos contou um pouco da sua origem no esporte e os passos que vem trilhando na equipe espanhola Primaflor-Mondraker enfrentando as melhores ciclistas do mundo. Ela nos atendeu hospedada na cidade de Albstad (Alemanha), onde disputa a segunda etapa da Copa do Mundo. A prova acontece no domingo (28/05) com transmissão ao vivo pelo Canal Red Bull TV.

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GIRO D’ITALIA 2017 – FAVORITOS E DESTAQUES

Começa nessa sexta-feira (05/05), na Sardenha, a 100ª Edição do Giro D’Italia. Essa secular competição veio ao longo dos anos ganhando prestígio e talvez possa considerada por muitos no mesmo nível do Tour de France. Uma heresia? Em termos de emoção nos últimos anos, tem sido disparadamente mais atrativa e vibrante que a grande prova francesa. Ganhar o Giro passou a ser também a grande aspiração de 10 entre 10 ciclistas do pelotão. Todos os grandes ciclisas da atualidade já batalharam entre si na Itália. Mas a tarefa não é fácil. Com um percurso muito mais desafiador e duro, o Giro não economiza metros pra cima. Corrido em uma paisagem estonteante, essa prova costuma a apresentar uma diversidade climática igualmente brutal. Em meados da primavera, é comum achar temperaturas elevadas quando costeiam o litoral e também enfrentar nevascas nas etapas de montanha. Assim, antes de ter uma equipe preparada, aqueles que querem chegar de Maglia Rosa em Milão precisam ser de uma “super-raça”.

Analisando os participantes, tem-se com principais favoritos ao título:

VINCENZO NIBALI (Bahrain Merida Pro Cycling Team)

Nibali defende o título conseguido de forma emocionante em 2016. O ciclista que buscou os “petrodólares”, ao optar pela equipe do Oriente Médio nessa temporada. Pode ter alguma dificuldade estratégica esse ano por não ter o apoio nas etapas de montanha, como foi o caso no ano passado quando o saudoso Scarponi e o Kangert na penúltima etapa com a chegada em Sant’Anna di Vinadio. Esse ano o “Squallo de Messina” poderá se sentir homenageado por passar pela sua cidade natal e vem forte para a prova após vencer recentemente a Volta da Croácia.

NAIRO QUINTANA (MOVISTAR Team)

Quintana é hoje o melhor colombiano do pelotão, já tendo vencido o Giro em 2014. Um ciclista duríssimo nas etapas de montanha, pesa contra si a pecha de ficar meio “sonolento” e hesitar em atacar nas etapas decisivas de GT. Quando decidido a ir para a liderança, costuma fazer estrago nos adversários, mas não consegue se defender bem nas etapas de contrarrelógio. Como o Giro não tem o acordo de cavalheiros em respeitar a vitória na geral na penúltima etapa, como no Tour, se o colombiano estiver na liderança quando for para a última etapa, poderá haver grande pressão. Quintana vem de ótimos resultados esse ano, quando venceu a Volta da Comunidade Valenciana, Tirreno-Adriatico e foi segundo na Volta de Asturias na semana passada.

GERAINT THOMAS (Team Sky)

Quem tem Froome na equipe, tem que aproveitar a ausência do grande campeão para buscar o estrelato. Essa é uma boa oportunidade para o Thomas buscar o seu espaço na história do ciclismo mundial, com uma volta no Giro. Vencedor de provas de etapas menores como a Paris-Nice (2016) e Volta ao Algarve (2015 e 2016), Thomas dispõe esse ano da forte e “saudável” (muitos TUEs) equipe SKY para o ajudar nessa tarefa. Embora Landa use o tradicional final “1” de capitão, é provável que a SKY não faça nenhuma clara preferência pelo capitão e a dinâmica da prova deverá indicar as estratégias. O britânico vem de uma vitória recente no Tour dos Alpes, mostrando força para encarar as montanhas do Giro.

MIKEL LANDA (Team SKY)

Landa é, talvez, o melhor “Plano B” do pelotão. A lealdade do espanhol pode já ter lhe custado uma vitória em um GT, como no caso do Giro de 2015 quando “carregou” o Fabio Aru, que já se mostrava sem condições de enfrentar o Alberto Contador naquele ano. Naquela oportunidade, Landa “esperou” o Aru ao invés de tentar descontar tempo do espanhol quando claramente se mostrava mais forte na segunda metade da prova que seu companheiro de equipe na Astana. Hoje na SKY e com a numeração “teórica” de capitão, o ciclista espanhol que venceu o Giro do Trentino (atual Toou dos Alpes) em 2016, pode usar a força da equipe para conseguir o seu espaço na prova e na história.

STEVEN KRUIJSWIJK (Team Lotto NL-Jumbo)

O ciclista holandês causou espanto no Giro de 2016 ao vestir a “Maglia Rosa” por 5 etapas em sua fase decisiva, mas teve a infelicidade (ou imperícia) de se chocar com a parede de neve no início da descida do Coll dell’Agnello, na 19ª etapa. Essa queda espetacular rendeu uma notoriedade não esperada ao holandês e o mandou para a quarta colocação geral no ano passado. A injusta exposição como “aquele que perdeu o Giro” se contrasta com a regularidade do ciclista que TOP-10 em outras duas oportunidades nessa prova(2011 e 2015). A equipe holandesa aposta na consistência do Kruijswijk para buscar algo no Giro, embora não disponha de muito suporte como equipe.

TOM DUMOULIN (Team SUNWEB)

O gigante holandês (1,85 m e 69 kg) tem a qualidade de conseguir se defender bem nas montanhas e ter um contrarrelógio fortíssimo, que lhe rendeu a medalha de bronze no Rio 2016. Com essas características, Dumoulin pode almejar uma boa classificação como fez em 2015 na Vuelta, vestindo a “Roja” por 6 etapas. Ainda jovem com 26, o holandês pode ter destaque nos próximos anos ao se aproximar da idade de maior “endurance”, em termos fisiológicos. Em 2017 tem como melhor resultado o 3º lugar geral no Tour de Abu Dabi, o que não chega a ser muito animador.

ADAM YATES (Orica-Scott)

As esperanças do britânico recaem sobre a organização tática e técnica da equipe australiana. A Orica no ano passado colaborou com o ótimo resultado do Esteban Chaves, mantendo sempre um bom grupo de gregários para a proteção e apoio do colombiano. A aposta de Yates pode ser a atuação como franco atirador, já que está fora dos holofotes. Com um 4º lugar na Volta da Catalunha e um TOP-10 na LBL, o britânico pode aparecer em destaque no Giro.

ILNUR ZAKARIN (Team KATUSHA-ALPECIN)

O russo durão é mais um caso de ciclista que pode ter algum destaque a partir da organização, principalmente financeira, da equipe russa. Seu melhor resultado esse ano foi o 2º lugar geral no Tour de Abu Dabi, o que não chega a ser muito animador para vencer o Giro, mas pode colocá-lo entre os 10 melhores.

BAUKE MOLEMA (TREK-SEGAFREDO)

Outro holandês com chances de estar entre os dez melhores que, que como o Thomas, deve aproveitar a ausência da grande estrela da equipe para buscar seu espaço. Molema tem vitórias e pódios em voltas menores e precisa ganhar consistência para voltar a ter algum destaque num GT, como fez na Vuelta de 2011, quando foi quarto colocado. Esse ano venceu San Juan na Argentina e fez a 4ª colocação em Abu Dabi.

Radio Corsa – Vídeo – Treino na Serra de São Luiz do Purunã

Curitiba nasceu às margens do Rio Iguaçu e localiza-se no chamado “Primeiro Planalto”, próxima à nascente desse rio. Saindo do nível do mar, no litoral Paraná, te que se transpor a Serra do Mar, também um excelente treino (em breve). Para se atingir o “Segundo Planalto”, há que se escalar a Serra de São Luiz do Purunã. Não é uma serra tão desafiadora, mas que se torna um pouco mais pesada em seu final, próxima ao primeiro pedágio em direção à Ponta Grossa. Voltando do pedágio o trecho de descida é forte e frequentemente se atinge a velocidade-limite dos radares que é de 60 km/h. Nesse trecho a concessionária “instalou” pequenos quebra-molas (talvez para fazer com que o motorista evite o uso do acostamento para fugir dos radares) o que obriga a descida pelo canto da pista de rolamento.

É um bom treino que pode ser de cerca de 80 km, dependendo de onde se parte na cidade. Embora o acostamento seja de má qualidade até Campo Largo e haja muito tráfego de carretas em alta velocidade, a BR-277 ainda é o local preferido de treinos dos ciclistas, seja na direção das praias ou mesmo, nesse caso, na direção de Ponta Grossa. Uma opção é esticar o treino até Colônia Witmarsum para recarregar as energias com um “strudell”. Esse fica para uma próxima.

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Copa Mauro Ribeiro de Pista

Foi realizda nos dias 6, 7 e 8 de agosto no velódromo do Jardim Botânico de Curitiba a Copa Mauro Ribeiro de Pista 2010, aberta a ciclistas federados de todo o país e convidados, prova que foi válida para o Ranking Brasileiro de Pista. A organização foi do Clube Jair Braga de Ciclismo sob a supervisão da CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CICLISMO e da FEDERAÇÃO PARANAENSE DE CICLISMO em parceria com a SMEL Curitiba. Foram realizadas as provas de velocidade, km contra relógio, pontos, keirin e perseguição. Os destaques da competição foram Caio Moretto Buoni (Lidra Americana) e David Pontarolli Romeo (GF Ciclismo/Mercobike.com/Unilance) e Raul Guilherme Malaguty (Tubarão/CCAA/Fragoma/Gibacicle). No feminino, destaque absoluto para Roberta Kely Campos (Lidra/Americana EFAC). As equipes com melhor desmpenho foram Lidra Americana (Americana) e GF Ciclismo/Mercobike.com/Unilance (Curitiba). Os resultados podem ser obtidos em http://www.fpciclismo.com.br/docs/Resultados%20Copa%20Mauro%20Ribeiro%201.pdf