Radio Corsa #58

Radio Corsa 58 no ar! Supostamente o Radio Corsa Especial da Vuelta #2, mas … o tempo passou muito rápido!

Convidada especial na casa! Eu Cris da Rocha, Bruno Victor, Danilo Ricco e Igor Oliveira, tivemos a visita de Estela Farah da ESPN! Comentamos de tudo. De uma rapida análise do final da Vuelta, ao Campeonato Mundial de estrada, que consagrou Peter Sagan como bicampeão, passando pelo escândalo da TUE’s do Wiggins.

Sagan, Cavendish e Boonen, um pódio de campeões mundiais no Campeonato Mundial de Estrada 2016

Sagan, Cavendish e Boonen, um pódio de campeões mundiais no Campeonato Mundial de Estrada 2016

No programa falamos também do incrível ano de Esteban Chaves, que alem do segundo lugar no Giro e terceiro na Vuelta, venceu o Giro da Lombardia, a última prova World Tour do ano.

Nos resultados do mundial, alem da vitória de Sagan, tivemos Tony Martin conquistando seu quarto título de contra-relógio individual e ajudando a Etixx a recuperar o contra-relógio por equipes. No feminino tivemos a Dinamarquesa Amalie Dideriksen na prova de estrada, Amber Negen (USA) no contra-relógio individual e a equipe Boels Dolmans no contra-relógio por equipes.

O vídeo do último quilômetro do Campeonato Mundial vencido por Sagan pode ser visto aqui.

https://twitter.com/CyclingHubTV/status/787649348729466880

Não esqueça de ouvir o podcast, caso não consiga ouvir você pode baixá-lo para ouvir mais tarde no iTunes.

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Radio Corsa Especial Giro 2015 #2

Radio Corsa Especial Giro d’Italia 2015 Volume 2 no ar!

Eu Cris da Rocha, Igor Oliveira, Bruno Victor e Danilo Ricco fizemos uma análise de como foi o Giro d’Italia 2015, vencido pelo espanhol Alberto Contador (Tinkoff-SaxoBank).

Giro d’Italia 2015 - Contador - Podium (foto: Bettini - tinkoffsaxo.com)

Falamos também do record da hora batido este domingo pelo inglês Bradley Wiggins (54.526 km).

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Radio Corsa #51

Radio Corsa 51 no ar!

Casa cheia! Eu Cris da Rocha, Rafael Martino, Igor Oliveira, Bruno Victor e Danilo Ricco.

Michal Kwiatkowski. Vencedor do Campeonato Mundial de Estrada 2014

Michal Kwiatkowski. Vencedor do Campeonato Mundial de Estrada 2014

Falamos sobre o final da Vuelta a España, vencida pelo espanhol Alberto Contador, sobre o novo record da hora estabelecido pelo alemao Jens Voigt depois da mudança das regras feita recentemente pela UCI e dos resultados do campeonato mundial de estrada, que aconteceu no final de semana passado, que teve sua prova principal vencida pelo polonês Michal Kwiatkowski.

Video comentado no programa, a reação do técnico da equipe polonesa com a vitória de Kwiatkowski.

Fechando o programa falamos do fechamento do ORKUT, rede social onde o Radio Corsa foi idealizado, dentro da comunidade Tour de France, agora disponível nos “arquivos do Orkut“.

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Radio Corsa #49

Radio Corsa 49 no ar!

Nibali como lider do Tour de France 2014

Nibali como lider do Tour de France 2014

Casa cheia! Eu Cris da Rocha, Bruno Victor e Igor Oliveira acompanhado de duas grandes presenças: Leandro Bittar (“da VO2”) e Alex Cordeiro (grupo Tour de France Brasil do Facebook e do finado Orkut).

Leandro nos contou como foi sua participação no staff de apoio da dupla Oscar Galindez e Carlos Galvão no Race Across America (RAAM). Uma experiência impar!

Comentamos também junto a nossos convidados especiais sobre o que esperar do Tour de France, que já começou, e o que já aconteceu na primeira semana. E QUE primeira semana!!

Cartoon sobre a estranha situação de liderança da equipe Sky

Cartoon sobre a estranha situação de liderança da equipe Sky

Vídeos comentados no programa:

– Vídeo sobre interferencia do publico no Steephill

– On-board camera na pesadissima etapa de paralelepipedos.

– Go Pro no Giro d’Italia

Comentamos também sobre os campeonatos nacionais de estrada que já aconteceram, incluindo os brasileiros. Como prometido os resultados que não pudemos ver em tempo real.

Estrada Masculino – Antonio Garnero (FUNVIC Brasilinvest / São José dos Campos)
Contra-relógio Masculino – Pedro Nicacio (FUNVIC Brasilinvest / São José dos Campos)

Estrada Feminino – Marcia Fernandes (Bizkaia – Durango)
Ana Paula Polegatch (GRCE Memorial / P M Santos).

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Radio Corsa #36

Radio Corsa 36 no ar falando basicamente sobre o Giro d’Italia.

Eu (Cris da Rocha), Rafael Martino e Danilo Ricco comentamos o que já aconteceu no Giro d’Italia 2013, como a surpresa de ter Cadel Evans no top 5 e maior ainda a surpresa de ter Bradley Wiggins fora da prova. Comentários obviamente no mais irônico tom “Radio Corsa”. Neste meio tempo também demos os nossos palpites não solicitados sobre a Volta do Brasil e sobre o percurso olímpico de 2016.

Vincenzo Nibali - como Maglia Rosa do Giro d'Italia 2013

Vincenzo Nibali – como Maglia Rosa do Giro d’Italia 2013

Fica aqui, por escrito o agradecimento ao Marcos Kottwitz, ouvinte que recuperou um dos nossos programas perdidos. Os programas que ainda estão faltando são #9, #11 e especiais do Tour de France 2010 partes 3 e 4. Olhe nos seus HDs, iPods, iqqcoisas e se achar mande para nós.

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Multidisciplinariedade ciclística

Bom pessoal, aqui é o Danilo e como alguns de vocês sabem sou estudante de história. Como é de se imaginar curto escrever, então, naturalmente, também terei minha coluninha aqui no nosso querido Radio Corsa. Não vou usar um tema muito específico, mas tentarei ser o mais periódico possível, então vamos ao assunto de hoje.

Wiggins e Cavendish, ciclistas tiveram sucesso na pista e na estrada. (foto: Getty Images)

Wiggins e Cavendish, ciclistas tiveram sucesso na pista e na estrada. (foto: Getty Images)

Neste primeiro post, como o nome já diz, quero abordar o caráter multidisciplinar presente no ciclismo, isto é, como ciclistas conseguem sair do MTB e se dar bem na estrada e vice versa, entre outros exemplos.

Em primeiro lugar, abordemos os ciclistas de estrada, ou melhor, aqueles que não surgiram na estrada, mas sim em outras disciplinas. Talvez hoje o mais famoso caso de um grande ciclista não surgido na estrada seja o de Bradley Wiggins. O inglês, detentor de 7 medalhas olímpicas, despontou para o mundo como ciclista de pista, sendo um ótimo perseguidor. E não foi só ele que seguiu estes rumos, quase todos os ciclistas de origem britânica fizeram o mesmo, com uma das raras exceções sendo David Millar. Entre os ciclistas não britânicos que tiveram carreira igual podemos citar o italiano Elia Viviani, o holandês Theo Bos, o francês Sebastian Turgot e uma série de australianos que, com uma escola tipicamente britânica, fizeram isso aos montes e hoje contam com nomes como Matthew Goss, Mark Renshaw e Stuart O’Grady como exemplos dessa “importação” de ciclistas pista para estrada.

A pista, nos últimos anos, também tem começado a importar atletas de outras disciplinas do ciclismo, notadamente do BMX. Esta tendência começou quando inglês Jamie Staff, ao se ver próximo dos trinta anos de idade (sua carreira no BMX estava chegando ao fim) e, mesmo possuindo um campeonato mundial de BMX, não possuía nenhuma medalha, mudou-se para o ciclismo de pista. Na pista, Staff naturalmente se focou nas modalidades de Sprint, onde conseguiu ótimos resultados (incluindo o ouro nas Olimpíadas de 2008 no Sprint por Equipe) e, posteriormente, convenceu a estrela do BMX inglês Shanaze Reade a seguir uma carreira dual, entre o BMX e a pista. Durante esta carreira dual, Reade sagrou-se tri-campeã mundial de BMX e bi-mundial de pista, no Sprint por Equipes. Este método, posteriormente, foi seguido pela Holanda, que importou a bi-campeã mundial de BMX Willy Kanis e também Roy van der Berg, porém não alcançaram o mesmo sucesso que o projeto inglês.

Em se tratando de BMX, podemos dizer que tal modalidade tenha sido o maior celeiro de atletas de todo o ciclismo. Dele vieram Robbie McEwen, Sven Nys e Caroline Buchanan, para ficar só entre os mais bem sucedidos em suas disciplinas. Os dois últimos, por sinal, são mestres na multidisciplinariedade. Nys, além de ter começado no BMX e ter mudado para o Ciclocross (CX) aos 12 anos, também já representou a Bélgica em duas Olimpíadas no MTB além de já ter corrido em provas de estrada, inclusive a Paris-Roubaix em que participou três vezes. Já Buchanan, além de ter se sagrado campeã mundial na tomada de tempo no BMX em 2012, também foi campeã mundial de 4-Cross (4X) em 2009 e 2010, hoje ela treina para fazer o mesmo no downhill (DHI).

Caroline Buchanan no BMX

Caroline Buchanan no BMX

E falando de CX, a disciplina também é famosa por dar ao ciclismo ótimos atletas. Entre eles temos os irmão de Vlaeminck, Adri van der Poel e, mais recentemente, John Gradret, Lars Boom e Zdenek Stybar. A realidade é que CX e estrada sempre estiveram intimamente ligados, muitas vezes com o CX servindo de um ótimo treinamento durante os meses de inverno europeu. Do CX também veio o italiano Marco Aurélio Fontana, bronze nas Olimpíadas de 2012 no MTB Cross-Country (XCO).

Quanto ao MTB XCO, talvez nenhuma disciplina deu ao mundo do ciclismo de estrada tão bons ciclistas quanto ela. Os três maiores exemplos são, de longe, Cadel Evans, Michael Rasmussen e Ryder Hesjedal, três grandes ciclistas de grandes voltas. Porém, os exemplos não param por ai: Jean-Christophe Péraud, prata no MTB nas Olimpíadas de 2008, Peter Sagan, Fredrik Kessiakoff, Jakob Fuglsang, Yuri Trofimov e até o desconhecido Dario Cioni, quase todos eles com bons resultados nos currículo. O próprio MTB possui sua interdisciplinaridade interna, mas isto merece um texto próprio já que aborda algumas novidades que merecem atenção especial.

Cadel Evans no MTB

Cadel Evans no MTB

Por fim, mas não menos importante, não podemos deixar de citar a grande Marianne Vos, que é a multidisciplina em pessoa. Vos já correu (e foi campeã Mundial) na pista, no CX e na estrada e agora ruma para tentar ser também no XCO, ela só deverá deixar passar o título no BMX.

Como pudemos ver acima, o ciclismo é um esporte tão plural que ao praticar uma de suas disciplinas você está praticamente praticando todas as outras, pois a capacidade de se mover entre elas sempre é possível, sempre com a possibilidade de bons resultados.