Radio Corsa #44

Radio Corsa 44 no ar! Feliz ano novo!!! 2014 de muito pedal para todos!!

Eu Cris da Rocha, Rafael Martino, Igor Oliveira e Danilo Ricco abrimos a temporada 2014 do Radio Corsa falando das principais transferencias para o novo ano, as primeiras provas (Tour de San Luis e Tour Down Under), algumas noticias e o pouco que acontece no ciclismo entre o mundial e o começo da primavera! 🙂

Contador em visita ao Cristo Redentor no Rio de Janeiro

Contador em visita ao Cristo Redentor no Rio de Janeiro

Infelizmente entre a gravação e colocarmos o programa no ar, Alessandro Petacchi abandonou o Tour de San Luis acabando no o nosso trem dos sonhos moderno (Boonen, Petacchi, Cavendish) que comentamos no programa.

O show BBC HARDtalk comentado no programa, entrevistando Cavendish, pode ser visto aqui.

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Multidisciplinariedade ciclística

Bom pessoal, aqui é o Danilo e como alguns de vocês sabem sou estudante de história. Como é de se imaginar curto escrever, então, naturalmente, também terei minha coluninha aqui no nosso querido Radio Corsa. Não vou usar um tema muito específico, mas tentarei ser o mais periódico possível, então vamos ao assunto de hoje.

Wiggins e Cavendish, ciclistas tiveram sucesso na pista e na estrada. (foto: Getty Images)

Wiggins e Cavendish, ciclistas tiveram sucesso na pista e na estrada. (foto: Getty Images)

Neste primeiro post, como o nome já diz, quero abordar o caráter multidisciplinar presente no ciclismo, isto é, como ciclistas conseguem sair do MTB e se dar bem na estrada e vice versa, entre outros exemplos.

Em primeiro lugar, abordemos os ciclistas de estrada, ou melhor, aqueles que não surgiram na estrada, mas sim em outras disciplinas. Talvez hoje o mais famoso caso de um grande ciclista não surgido na estrada seja o de Bradley Wiggins. O inglês, detentor de 7 medalhas olímpicas, despontou para o mundo como ciclista de pista, sendo um ótimo perseguidor. E não foi só ele que seguiu estes rumos, quase todos os ciclistas de origem britânica fizeram o mesmo, com uma das raras exceções sendo David Millar. Entre os ciclistas não britânicos que tiveram carreira igual podemos citar o italiano Elia Viviani, o holandês Theo Bos, o francês Sebastian Turgot e uma série de australianos que, com uma escola tipicamente britânica, fizeram isso aos montes e hoje contam com nomes como Matthew Goss, Mark Renshaw e Stuart O’Grady como exemplos dessa “importação” de ciclistas pista para estrada.

A pista, nos últimos anos, também tem começado a importar atletas de outras disciplinas do ciclismo, notadamente do BMX. Esta tendência começou quando inglês Jamie Staff, ao se ver próximo dos trinta anos de idade (sua carreira no BMX estava chegando ao fim) e, mesmo possuindo um campeonato mundial de BMX, não possuía nenhuma medalha, mudou-se para o ciclismo de pista. Na pista, Staff naturalmente se focou nas modalidades de Sprint, onde conseguiu ótimos resultados (incluindo o ouro nas Olimpíadas de 2008 no Sprint por Equipe) e, posteriormente, convenceu a estrela do BMX inglês Shanaze Reade a seguir uma carreira dual, entre o BMX e a pista. Durante esta carreira dual, Reade sagrou-se tri-campeã mundial de BMX e bi-mundial de pista, no Sprint por Equipes. Este método, posteriormente, foi seguido pela Holanda, que importou a bi-campeã mundial de BMX Willy Kanis e também Roy van der Berg, porém não alcançaram o mesmo sucesso que o projeto inglês.

Em se tratando de BMX, podemos dizer que tal modalidade tenha sido o maior celeiro de atletas de todo o ciclismo. Dele vieram Robbie McEwen, Sven Nys e Caroline Buchanan, para ficar só entre os mais bem sucedidos em suas disciplinas. Os dois últimos, por sinal, são mestres na multidisciplinariedade. Nys, além de ter começado no BMX e ter mudado para o Ciclocross (CX) aos 12 anos, também já representou a Bélgica em duas Olimpíadas no MTB além de já ter corrido em provas de estrada, inclusive a Paris-Roubaix em que participou três vezes. Já Buchanan, além de ter se sagrado campeã mundial na tomada de tempo no BMX em 2012, também foi campeã mundial de 4-Cross (4X) em 2009 e 2010, hoje ela treina para fazer o mesmo no downhill (DHI).

Caroline Buchanan no BMX

Caroline Buchanan no BMX

E falando de CX, a disciplina também é famosa por dar ao ciclismo ótimos atletas. Entre eles temos os irmão de Vlaeminck, Adri van der Poel e, mais recentemente, John Gradret, Lars Boom e Zdenek Stybar. A realidade é que CX e estrada sempre estiveram intimamente ligados, muitas vezes com o CX servindo de um ótimo treinamento durante os meses de inverno europeu. Do CX também veio o italiano Marco Aurélio Fontana, bronze nas Olimpíadas de 2012 no MTB Cross-Country (XCO).

Quanto ao MTB XCO, talvez nenhuma disciplina deu ao mundo do ciclismo de estrada tão bons ciclistas quanto ela. Os três maiores exemplos são, de longe, Cadel Evans, Michael Rasmussen e Ryder Hesjedal, três grandes ciclistas de grandes voltas. Porém, os exemplos não param por ai: Jean-Christophe Péraud, prata no MTB nas Olimpíadas de 2008, Peter Sagan, Fredrik Kessiakoff, Jakob Fuglsang, Yuri Trofimov e até o desconhecido Dario Cioni, quase todos eles com bons resultados nos currículo. O próprio MTB possui sua interdisciplinaridade interna, mas isto merece um texto próprio já que aborda algumas novidades que merecem atenção especial.

Cadel Evans no MTB

Cadel Evans no MTB

Por fim, mas não menos importante, não podemos deixar de citar a grande Marianne Vos, que é a multidisciplina em pessoa. Vos já correu (e foi campeã Mundial) na pista, no CX e na estrada e agora ruma para tentar ser também no XCO, ela só deverá deixar passar o título no BMX.

Como pudemos ver acima, o ciclismo é um esporte tão plural que ao praticar uma de suas disciplinas você está praticamente praticando todas as outras, pois a capacidade de se mover entre elas sempre é possível, sempre com a possibilidade de bons resultados.

RadioCorsa #18 especial Tour de France

E depois de uma longa espera, esse é o RadioCorsa número 617, ou o 412 ou o 719, não lembramos qual é, mas falamos nele sobre o final do Tour de France que foi emocionante até o último dia, com Cadel Evans sendo campeão pela primeira vez do Tour. Falamos dos destaques desse Tour de France 2011, Voeckler, Europcar, Garmin, Cavendish, Sanchez, Contador e os irmãos Schleck. Confira.

 

Esse Radio Corsa contou com a presença de Cristiano da Rocha, Rafael Martino, Igor Oliveira e Danilo Ricco.

 

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Balanço final do Tour de France 2010

Resumindo em poucas palavras assim como o Omar, nosso colaborador:

Mas esse Tour ficou com um gosto meio amargo, hein??
Meio esquisito esse ano, sei lá…

O grande campeão deste ano foi o espanhol Alberto Contador que venceu pela 3ª vez o Tour de France, se não fosse pela falta de bom gosto da dupla dinâmica ASO/UCI ele poderia ter ganho fácil o Tour em 2008.

Cavendish acabou de ganhar a sua 5ª etapa neste Tour de France, pra quem começou o Tour sumido e desacreditado pelo seu fraco início, fechou com chave de ouro, pena que ele não conseguiu ficar com a Maillot Vert, a camisa de líder por pontos desde Tour, que ficou com Alessandro Petacchi que foi o ciclista mais regular deste ano.

A camisa de líder de montanhas ficou com o ciclista francês Anthony Charteau, e a camisa de líder jovem pela 3ª vez seguida ficou com Andy Schleck, o vice campeão deste ano.

Classificação final:

1 Alberto Contador Velasco (ESP) Astana 91:58:48
2 Andy Schleck (LUX) Team Saxo Bank 0:00:39
3 Denis Menchov (RUS) Rabobank 0:02:01
4 Samuel Sánchez Gonzalez (ESP) Euskaltel – Euskadi 0:03:40
5 Jurgen Van Den Broeck (BEL) Omega Pharma-Lotto 0:06:54

em breve os resultados finais.

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Pra completar o grande momento do esporte espanhol que ganhou medalha olímpica de ciclismo, campeonato europeu de futebol e mais recente a Copa do Mundo, o ciclismo espanhol vai muito bem também, e neste ano colocou 2 entre os 5 melhores.

Boletim Radio Corsa

Bem vindos ao primeiro Boletim De Noticias Radio Corsa, vamos as noticias, em texto, porque estamos sem tempo e com preguiça de fazer podcast.

Vamos começar pelo premio Velo d’Or(Bicicleta de Ouro) 2009, que foi ganho por ninguem menos que Alberto Contador, vencedor do Tour de France 2007 e 2009, Giro d’Italia 2008 e Vuelta a España 2008. Muto bem Alberto, o unico problema é que o prêmio é organizado por uma revista francesa, e desde 1992 quando foi criado normalmente é dado para alguem que se destaca no Tour de France, sem considerar o desempenho no resto do calendario.

Alessandro (Ale-Jet) Petachi está ansioso para reecontrar Mark (Bola de Canhão) Cavendish no Giro 2010. De acordo com o velocista italiano, quanto mais bons velocistas com bons trens estiverem na prova, mais chances das poucas etapas planas acabarem em sprint. Vale ressaltar que Petachi estara com um novo trem em 2010, temporada que correra representando a Lampre.

Ainda sobre o Giro, Carlos Sastrepensa em focar sua temporada nesta prova, somente espera o anuncio da Unipublic sobre a rota da Vuelta para estrurar seu calendario.

Koppenberg, a subida mais temida da Ronde van Vlaanderen

E já que o assunto é o Sastre, para embalar, Andy Schleck, melhor ciclista jovem no Giro 2007 e no Tour 2008 e 2009 disse em declaração para o Cycling News que a unica provavel explicação para a saída de Carlos Sastre da Equipe CSC-Saxo Bank(atual Saxo Bank) que incluia o jovem talento luxemburgues e seu irmão mais velho que sacrificaram as ambições de classificação geral para ajudar Sastre. Andy tambem declarou que ira dedicar atenção especial as classicas de primavera para melhorar seu contra relogio para o Tour e que incluirá no seu Calendario a classica do norte Ronde van Vlaanderen, normalmente disputada por velocistas, com o objetivo de se preparar para as seções de paralelepipedos incluidas no Tour 2010.